MEUS PEDIDOS MINHA CONTA CADASTRO DÚVIDAS LOJAS KALUNGA ATENDIMENTO
Busca de Cartuchos   Cotações On-Line

Digita aqui a sua busca

Destaque


Fotografar, apreciar, apagar, fotografar de novo, aprimorar. Estas são algumas ações permitidas a quem optou pela câmera digital, um instrumento cada vez mais usado por fotógrafos amadores ou profissionais

Resolução número 1


Que nos desculpem os fotógrafos mais conservadores, mas a câmera digital veio para ficar. A expectativa é de que, em breve, os negativos e cromos sejam peças de museu, a exemplo do que ocorreu com as máquinas de datilografar que praticamente sumiram do mercado dando vez ao computador. Longe, porém, da questão simplista de ser antiquado ou moderno, é o bom senso que deverá ditar o comportamento do mercado e, claro, dos usuários, seja ele fotógrafo profissional ou amador. Sucesso absoluto lá fora, no Brasil, conforme a revista especializada FHOX, até o final de 2003, foram vendidas 1,5 milhão de câmeras digitais, contra 23 milhões de convencionais.

Mas esse número deverá crescer, pois, com certeza, as máquinas digitais serão as grandes vedetes de vendas entre os eletroeletrônicos neste final de ano. A exemplo do mercado norte-americano, no qual, no Natal passado, de cada dez câmeras vendidas, seis eram digitais. Há uma explicação para esse fato: existem três tipos de usuários. Aqueles que adotam imediatamente qualquer tecnologia, um percentual ainda pequeno; os mais tradicionais, que incorporam a tecnologia após um ou dois anos de mercado; e os resistentes, que realmente só aderem quando não há outra opção.

Este último caso ocorrerá, por exemplo, quando não existir mais filme, segundo José Ramalho, autor do livro Fotografia Digital, que tem 97 livros publicados: 90 de informática, 5 de mitologia grega para crianças e 2 de fotografia. Essa realidade não é hipotética, mas sim um movimento que se dá de forma gradual. Ele comenta que a Kodak, maior fabricante de filmes no mundo, não produz mais câmeras analógicas nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Apenas o faz para a América Latina, China e Índia, mercados que têm uma base instalada grande e poder aquisitivo ainda baixo para a adoção de uma tecnologia nova, cujo custo é sempre maior que o da tradicional.

Desinformação
Para o fotojornalista Mário Duarte Bock, colaborador da revista Fotografe Melhor, a fotografia digital é alvo de críticas de muitos fotógrafos, desde o princípio. Desinformados, conforme Bock, alegam que o equipamento analógico é melhor, e que a tecnologia digital não é perfeita. "Na realidade, muitos não têm e nem sabem mexer em computador. Comentam que não há qualidade no trabalho e que a imagem sai granulada. O termo adequado na fotografia digital é ruído. Por outro lado, o preço do equipamento profissional é alto - custa R$ 35 mil -, porém, existem modelos amadores de R$ 4 mil e semiprofissionais de R$ 7 mil. Embora apresentem algumas restrições, são versáteis", afirma.

O serviço digital, apesar de ser caro, passa por inovações praticamente mensais. Cientes disso, os clientes, hoje em dia, exigem a utilização dele, por causa da rapidez e dos custos. Em contrapartida, isso acaba prejudicando o fotógrafo profissional. "Um jornal comprou 42 máquinas amadoras para o uso de seus jornalistas, o que é uma maneira de dispensar o fotógrafo", observa. Embora a redução de papéis e filmes fotográficos seja um fato na Europa, Bock entende que ainda não é o fim definitivo da fotografia no papel. "A idéia inicial era de que os laboratórios fechariam, pois as pessoas não ampliariam mais suas fotos, mas iriam armazená-las e vê-las no computador ou na televisão. Porém, elas continuam ampliando suas imagens para colocá-las no álbum", diz.

José Ramalho, por sua vez, comenta que a fotografia digital só traz vantagens, tanto para o fotógrafo profissional quanto para o amador, porque permite os mesmos resultados da tradicional. "Além da qualidade, existem outras vantagens adicionais, como a redução dos custos de operação da máquina. Caso a pessoa imprima em laboratório, passa a ser uma foto tradicional. Se ela mostrar duas fotos iguais não dá para saber qual é a digital ou a tradicional", garante.

Pioneirismo
Com 40 anos de experiência, o fotógrafo de casamentos Wanderlei Foca, de São Paulo, é conhecido por ser precursor da atividade no mundo digital. Muito antes da febre digital, há cerca de dez anos, ele escaneava os negativos transformando a imagem em digital. Interferia no resultado fazendo retoques, molduras e vários efeitos fotográficos. "Comprei scanner e impressora termográfica, já que, na época, não havia impressão a laser", lembra. Ele não comprou o primeiro modelo de câmera digital que chegou ao Brasil. Aguardou o lançamento de uma com pixel suficiente para fazer ampliação para casamentos. "Quando saiu a máquina com 6 MB, realmente entrei com tudo. Em oito meses, mudamos toda a tecnologia, saímos do filme e adotamos o sistema digital", relembra.

Foca revela que seus clientes gostaram da mudança, porque essa câmera permite mais opções de fotos do que a convencional. "Os noivos de hoje estão bem informados, principalmente na região onde trabalho, nos Jardins.

As pessoas são vaidosas. Elas querem que sejam usados todos os recursos disponíveis", cita. Depois das fotos selecionadas, o trabalho será de suavizar os detalhes. Por exemplo, dar uma "afinadinha" no rosto, clarear fundos para realçar o ambiente etc. "A fotografia digital permite fazer tudo o que é limitado na convencional", relaciona.

O sistema digital, no entanto, requer uma estrutura melhor de trabalho. Segundo Foca, são necessários mais profissionais e isso implica custos. "Antigamente, a gente fotografava, colocava o filme no envelope e mandava para o laboratório. Hoje, é preciso vários processos, tudo tem que estar ligado em rede. É imprescindível um provedor próprio, programas e profissionais especializados. Temos em média 10 mil imagens por fim de semana, imagine achar uma no meio delas", relata o fotógrafo.

Gato por lebre
José Ramalho diz que o objetivo do livro Fotografia Digital é servir como um guia de introdução à fotografia digital e oferecer uma visão clara ao fotógrafo do que ele poderá conseguir com sua nova câmera. Não tem pretensão de ensinar técnicas fotográficas ou os princípios da fotografia. "No mundo digital, há o antes, o durante e o depois do clique. São três fases distintas. Apresento alguns recursos para que a pessoa possa escolher uma câmera adequada. Por exemplo, o que é o balanço de branco, um recurso que existe nas câmeras digitais e que não tem nas tradicionais. Explico a diferença entre o zoom digital e o óptico. Assim, o leitor entenderá exatamente o que o vendedor quer mostrar para ele quando for comprar o equipamento", ressalta o autor.

Entre os muitos conceitos novos, o termo megapixel é considerado uma palavra mágica pelo novato que decide adquirir sua primeira câmera digital. Ele indica a qualidade da imagem ou a resolução que o equipamento permite alcançar. Portanto, o tamanho máximo que a foto pode ter sem perda de qualidade nas cópias. "É importante a pessoa entender o que é o megapixel e saber qual é o tipo de fotografia que pretende fazer. Caso a intenção seja registrar o dia-a-dia, não é necessário investir em uma câmera com alta resolução", aconselha.

Além de informações a respeito da escolha da câmera e de equipamentos necessários e também de todo o ciclo da fotografia - captura, edição de imagens, armazenamento e visualização por meio do micro, televisão, impressora e outros dispositivos -, o autor indica ainda como é possível corrigir fotos mal tiradas. "Apesar de o livro não ser de técnicas fotográficas, resumi, em um capítulo especial, os principais erros que os fotógrafos amadores cometem. Vale alertar para os iniciantes que a câmera digital não melhora a técnica fotográfica. A vantagem é que ela não ampliará as fotos mal tiradas", finaliza Ramalho. (M.A.)


Serviço:
Saiba mais: www.fotografando.com.br
<Voltar ao Índice>


 
Digita aqui a sua busca