Sinônimo de lojas de auto-serviço com qualidade no País, no segmento de materiais escolares, produtos para escritório e informática, a Kalunga estende ainda mais seus tentáculos nesta passagem de semestre do ano de 2005. Inaugura mais cinco lojas em bairros tradicionais de São Paulo, no centro velho paulistano e em Duque de Caxias, uma das mais prósperas cidades da Baixada Fluminense. Com isso, a rede chega a 45 lojas nos principais pontos comerciais da capital paulista, Grande São Paulo, interior do Estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Grande Rio e Belo Horizonte. A expansão deverá continuar pelo menos até o final de 2006, quando estará sendo atingida a meta de 60 lojas abertas, conforme planejamento de sua diretoria, há cerca de dois anos.
No mês de junho, foram inauguradas as lojas de São Miguel Paulista, um dos mais tradicionais e populosos bairros da zona leste paulistana; e a Kalunga Praça Ramos, vizinha do Teatro Municipal de São Paulo, bem no coração da cidade. Este mês (julho), quem poderá usufruir dos serviços da rede são os moradores da Penha, outro bairro tradicional da Zona Leste; da Vila Leopoldina, Zona Oeste; e de Duque de Caxias (RJ). A escolha dos pontos leva em conta o potencial do comércio da região e dos bairros vizinhos e as facilidades de logística e distribuição, de maneira a agilizar o abastecimento
As novas lojas inserem-se numa trajetória de 33 anos, desde maio de 1972, quando Damião Garcia, empresário do segmento gráfico recém-chegado de Bauru com a família, decidiu montar uma pequena papelaria no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. De início, o público-alvo da empresa era o mercado atacadista, principalmente pequenos bazares e papelarias da periferia e do interior de São Paulo. As vendas eram apoiadas num competente serviço de mala direta, que mais tarde se transformou na Revista Kalunga, endereçada aos clientes da empresa em todo o País.
O advento da informática, a partir do início da década de 1990, redirecionou os serviços da Kalunga, que se preparou para equipar o escritório moderno, com suprimentos, softwares e equipamentos de hardwares (computadores, notebooks e impressoras). Em paralelo, a rede adotou uma postura mista, que a capacitou para atender tanto o setor de atacado quanto o de varejo, ratificado pelas modernas lojas de auto-serviço, como as que estão sendo inauguradas.
Atualmente, a Kalunga conta também com o exclusivo serviço de Televendas, que recebe ligações de todos os cantos do País pelos telefones (11) 3347-7000, para SP/Capital e Grande São Paulo, e 0800-195566, Interior/SP e outros Estados. Os pedidos podem ser feitos também através da loja virtual, cujo acesso é pelo site www.kalunga.com. A Kalunga dispõe ainda dos serviços corporativo no telefone (11) 3346-9926 e de Licitações pelo (11) 3346-9849.
São Miguel de Norte a Sudeste Diz a velha piada que um migrante nordestino radicado em São Paulo, preocupado com a dura estiagem nas suas terras lá em Xiquexique, onde ainda vivia parte de sua família, rezou a São José pedindo chuvas a todo o Nordeste. Generoso, o santo providenciou logo um dilúvio que provocou enchentes no bairro paulistano de São Miguel. O autor do chiste pode ter exagerado, mas não muito, quando se fala de um dos mais tradicionais bairros de São Paulo, a maior "cidade nordestina do Brasil". Pois é no coração de São Miguel, na Praça Pe. Aleixo Monteiro Mafra ou "Praça do Forró", nº 36, que a Kalunga acaba de inaugurar mais uma de suas unidades.
A loja de 1.100 m² está localizada bem em frente da histórica Capela Velha de São Miguel, com base de taipa, cuja porta consta a data de inauguração: 18 de julho de 1622. O detalhe curioso fica por conta da varanda (é uma das únicas igrejas construídas assim), que funcionava como um divisor de classes sociais. No período da escravidão, era ali que os negros, proibidos de entrar na nave principal, assistiam às missas. Segundo o arquiteto Lúcio Costa (autor do projeto de Brasília), a capela é uma das mais antigas e autênticas expressões da arte arquitetônica brasileira. Depredada várias vezes e restaurada entre 1939 e 1940, a igreja conserva suas relíquias, como uma imagem de São Miguel do século 17 e uma de São Francisco de Assis em madeira da época do aldeamento.
A capela foi construída sob a supervisão do padre João Álvares e do bandeirante Fernão Munhoz. Segundo alguns, no local, havia anteriormente uma aldeia de índios e uma outra igrejinha que teriam sido removidas em razão da apropriação das terras pelos brancos. O certo é que teria sido o padre jesuíta Leonardo Nunes, morador na Vila de São Paulo de Piratininga, o primeiro a fazer contato com a então chamada Aldeia de São Miguel de Uraraí, chefiada pelo cacique Piquerobi. Em 1560, o padre Manoel da Nóbrega confia a Anchieta a catequese de todos os índios do planalto, inclusive os de São Miguel.
Uma das mais importantes do planalto paulista, no início dos anos 1600, foi a aldeia Ururaí o núcleo do que viria ser mais tarde o bairro de São Miguel Paulista. As terras onde hoje se situam a capela pertenciam a um índio também chamado Ururaí, irmão do cacique Tibiriçá. Em 1974, a capela de São Miguel foi considerada Patrimônio Histórico.
Evolução A não ser pela velha capela, São Miguel de hoje guarda muito pouco dos tempos de Ururaí ou Baquirivu, como o povoado era chamado numa referência ao riacho afluente do Rio Tietê, que passa próximo do local. Como a igrejinha precisa ser preservada, e também por não comportar grande número de fiéis, missas e outras cerimônias religiosas passaram a ser celebradas na matriz de São Miguel, do outro lado da praça, uma construção mais moderna e ampla.
O bairro cresceu muito a partir do início dos anos 1960, quando começou a receber migrantes, principalmente do nordeste do País. Atualmente, o populoso São Miguel padece de muitas carências, como de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Mas supre com a concentração de estabelecimentos comerciais, empresas de prestação de serviços e escolas, inclusive, de nível superior. O comércio funciona como um pólo de atração para os moradores dos bairros vizinhos. No caso da nova Kalunga, eles contam agora com mais de 10 mil itens em materiais escolares e produtos para escritório e informática.
A Kalunga sobe ao palco Construído pelo escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos Azevedo (1851-1928), entre 1903 e 1911, o Teatro Municipal de São Paulo impressiona no cenário do centro velho paulistano. À época de sua construção, a metrópole não passava de uma cidade provinciana que tinha muito pouco a oferecer à sua elite, cujos parâmetros estavam em Paris, então considerada o "templo da modernidade". Foi graças ao trabalho e à engenhosidade do arquiteto, que a cidade ganhou um teatro compatível com o L'Ópera da chamada "Cidade Luz".
O Teatro Municipal de São Paulo, ponto de referência para todos que transitam pela região, a partir de agora, passa a fazer parte do mais novo endereço da Kalunga. A nova loja da rede distribuidora está localizada bem atrás da construção, na Praça Ramos de Azevedo, 302, na esquina com a Rua Conselheiro Crispiniano. Os limites da praça são o tradicional Viaduto do Chá, o remodelado Vale do Anhangabaú e a Rua Barão de Itapetininga.
A Kalunga/Praça Ramos, com 750 m² de loja, agora é uma boa opção de compra de materiais escolares e produtos para escritório e informática na região central da cidade. É importante destacar o amplo estacionamento, nos dois pisos inferiores, uma vantagem extra ao consumidor numa das áreas mais carentes desse serviço em São Paulo. Além dos milhares de transeuntes que circulam diariamente pela região, o público-alvo da loja deverá ser os inúmeros escritórios e bancos ali estabelecidos.
Enquanto o vale, por onde passava o riacho do mesmo nome, ganhou a denominação dos índios, que traduziam Anhangabaú como "lugar onde mora o anhangá ou diabo"; o Viaduto do Chá e a Rua Barão de Itapetininga têm os nomes intimamente ligados. Naquelas terras, pertencentes ao coronel Francisco Xavier dos Santos, falecido em 1822, seu sobrinho e herdeiro Joaquim José dos Santos, o Barão de Itapetininga, plantava chá. Daí o nome do viaduto e da rua, em homenagem ao barão.
Já a Praça Ramos de Azevedo homenageia mesmo o engenheiro e arquiteto responsável pela construção do Teatro Municipal e por quase uma dezena de obras imponentes em São Paulo, entre elas o Mercado Municipal. Nascido na cidade, radicou-se com a família em Campinas e formou-se pela Universidade de Gand, Bélgica. Ao retornar ao Brasil, foi contratado pelo governador da província de São Paulo para construir o edifício da Tesouraria do Palácio, no Largo do Palácio. Pouco a pouco, com seu trabalho diferenciado, viu seu escritório tornar-se ponto de encontro e a coqueluche da então nascente elite paulistana.
De braços com a padroeira Se depender de uma boa madrinha, a Kalunga/Penha não tem do que se queixar. A nova loja ocupará 950 m² do Shopping Penha, um dos pioneiros de São Paulo, instalado no bairro do mesmo nome, a poucos metros da Igreja de Nossa Sra. da Penha, extra-oficialmente a padroeira da cidade. O que pesou na escolha do ponto, no entanto, foi o potencial comercial de um dos bairros mais tradicionais da cidade, passagem para a maioria da população que se dirige à Zona Leste.
Inaugurado em 1992, com uma Área Bruta Locável (ABL) de 18 mil m², o Shopping Penha passa por um processo de expansão que amplia esse espaço para perto de 30 mil m². "A Penha e os bairros vizinhos estavam necessitando de um shopping moderno que atendesse cada vez mais seus consumidores, oferecendo não somente compras, mas serviços, entretenimento e lazer", diz Henrique Falzom, diretor da Sierra Enplanta, um dos empreendedores do shopping.
Com a expansão, a expectativa é pela geração de 1.250 novos postos de trabalho, em função de novas lojas, como a da Kalunga. Isso deverá gerar um aumento de 50% no fluxo de visitantes que, atualmente, é de 800 mil/mês, devendo chegar a mais de 1,2 milhão. Por sua localização privilegiada, o Shopping Penha, além de contribuir para a revitalização da região, integra-se ao dia-a-dia da comunidade.
Esse comprometimento do shopping com a população revela-se nas freqüentes campanhas de saúde (dengue, multivacinação, hipertensão, agasalho etc.), iniciativas da Secretaria de Saúde e da subprefeitura com o objetivo de informar, educar e conscientizar seu público. Já a Central de Cursos oferece todos os dias, gratuitamente, palestras e cursos sobre culinária, decoração, psicologia e moda, entre outros.
Origens do bairro A primeira citação do Caminho da Penha, no Arquivo Histórico da Prefeitura, data de 1715. Bem antes disso, entretanto, em 1560, ao lado do Caminho da Várzea do Carmo, o Caminho da Penha funcionava como uma das portas de acesso à Vila de São Paulo de Piratininga, cercada por ordem de João Ramalho. Por meio dele, chegava-se ao aldeamento de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos e a São Miguel do Ururaí. Era também uma estrada para as bandeiras e para os tropeiros.
Registro da Câmara de São Paulo, de 16 de fevereiro de 1737, tratava da construção da Estrada da Penha, sob responsabilidade de Baltazar da Veiga: "Os moradores concorrerão com seus ditos escravos para a factura do dito caminho desde a ponte de Nossa Senhora do Carmo até o bairro da Penha, fazendo-lhes pontes e aterrados, descortinarão os matos onde os houver."
Outra informação falava das casas edificadas ao longo da estrada, "prometendo em futuro não muito remoto, ficar uma rua até a Igreja da Penha, muito concorrida pela devoção dos fiéis para com a sagrada imagem que ali se venera". Virou de fato, a partir de 1768, trajeto para procissões, quando a imagem de Nossa Senhora da Penha foi levada à Catedral da Sé. Durante muito tempo, funcionou como a primitiva Estrada do Rio de Janeiro, ao lado da Estrada Geral, pois levava os itinerantes até Mogi das Cruzes e de lá até o Rio de Janeiro.
As mulas dos tropeiros, cavalos, carros de boi, tílburis, bondes puxados por burros, bondes elétricos, automóveis, ônibus e caminhões foram alguns dos veículos que percorreram a Estrada da Penha. Na época do bonde a tração animal, o ponto final era bem distante da Penha, no Belenzinho, o que obrigava os passageiros a completarem o percurso a pé, a cavalo ou em carros de boi.
A nova loja da Vila Leopoldina Durante muito tempo, as únicas referências da Vila Leopoldina, um dos distritos da subprefeitura da Lapa, foram a agência dos Correios e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). A partir de agora, outro indicador deverá ser a moderna e ampla loja da Kalunga (1.100 m²), instalada na Avenida Imperatriz Leopoldina, 1.170, que oferecerá aos moradores do bairro e vizinhança (Alto de Pinheiros, Lapa, Vila Jaguara e Jaguaré) mais de 10 mil itens em materiais escolares e produtos para escritório e informática.
A principal avenida do bairro é uma homenagem à primeira Imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I, mas o nome do bairro tem relação com uma outra mulher: Leopoldina Kleeberg, uma das sócias da E. Richter & Company, empresa de loteamento dona da região. A exemplo de outros bairros paulistanos beira-rio, existiam diversas olarias na povoação, que, a partir dos anos 1950, foram sendo substituídas por indústrias. Durante muitos anos, a atividade industrial fomentou e auxiliou no crescimento local, sobrevindo a seguir um processo de degradação, devido à falta de infra-estrutura. A revitalização do bairro chegou juntamente com a especulação imobiliária.
Contribuíram também para o desenvolvimento a modernização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que instalou no bairro as estações Imperatriz Leopoldina e Ceasa; e a chegada do Metrô, com a vizinha estação de Vila Madalena. Além disso, a Vila Leopoldina está bem próxima das marginais dos rios Pinheiros e Tietê; e das rodovias Castelo Branco, Bandeirantes e Anhangüera, que ligam a capital ao interior do Estado. A destacar também nas proximidades, o moderno Shopping Villa Lobos.
Aos poucos, o bairro vai ganhando um novo perfil, com a transformação dos velhos galpões industriais em prédios de apartamentos. Na Rua Carlos Weber, por exemplo, foram inaugurados ou estão em construção nada menos que dez novos espigões. Ao redor desses lançamentos, é inevitável o surgimento de novos empreendimentos comerciais, como lojas de serviços, academias e concessionárias de veículos.
Vestígios da industrialização ainda podem ser vistos, por exemplo, no Centro de Convenções ITM Expo, inaugurado em 1996, que era o antigo Centro Têxtil Internacional. O bairro abriga também uma filial do Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz (Rua Baumann, 73). Ambos estão instalados em terrenos ocupados anteriormente por indústrias desativadas. Outras instituições fazem parte da localidade, por exemplo, um campus da Universidade de Mogi das Cruzes, a Escola Senai Mariano Ferraz, que oferece cursos como eletroeletrônica e informática, e o Serviço Social da Indústria (Sesi), com diversas atividades esportivas e culturais. A Vila Leopoldina ainda convive com os problemas das enchentes, principalmente nas proximidades do Ceagesp, que chega a comercializar 240 mil toneladas de alimentos ao mês.
Na outra ponta, os moradores só têm a agradecer a instalação do Parque Villa Lobos, numa área de 717 mil m², à margem esquerda do Rio Pinheiros, próximo à ponte do Jaguaré. Inaugurado no final de 1994, antes o local era um descampado considerado perigoso pelos usuários. Com a chegada do Parque, veio o policiamento, além do plantio de árvores e da instalação de uma completa infra-estrutura de lazer. Foram montadas quadras de basquete, futebol de salão, tênis, tênis de mesa, quadras poliesportivas, campos de futebol, bosques, pistas para caminhadas, ciclovia e playground. Com as benfeitorias, a área atrai milhares de visitantes nos finais de semana.
No coração da Baixada Duque de Caxias, município segundo colocado no ranking de arrecadação de ICMS do Estado do Rio de Janeiro (perde apenas para a capital), também vai contar, a partir deste semestre, com mais uma loja de auto-serviço da Kalunga. A nova unidade integra o empreendimento Prezunic Caxias Centro, na Rua José de Alvarenga, 95, em frente da rodoviária, no centro da cidade. Após mais de dez anos de funcionamento, o empreendimento com 12 mil m² em três pisos e amplo estacionamento foi reinaugurado em abril de 2005.
A nova fase permitiu a inclusão de novos parceiros no projeto, que conta agora 57 lojas, incluindo, além do 15º supermercado da rede Prezunic, várias lojas de departamento e uma praça de alimentação, a nova loja da Kalunga. Com uma área de 1.500 m² (1.000 m² de loja), o empreendimento oferecerá aos moradores de Caxias e região a mais completa loja de auto-serviço com mais de 10 mil itens em materiais escolares e produtos para escritório e informática do País.
A opção pela praça de Caxias ratifica o plano de expansão da rede Kalunga e, principalmente, os objetivos de fixar mais as raízes no Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, a distribuidora conta com quatro lojas na capital (Shopping Nova América, Centro, Via Parque e Madureira). "É importante destacar que temos especial interesse no mercado fluminense, cujo público consumidor tem respondido positivamente nos últimos anos à nossa proposta de oferecer o melhor em serviços, ofertas, preços e condições de pagamento", expõe Paulo Garcia, diretor de marketing da Kalunga.
O universo de consumidores de Duque de Caxias, um dos mais importantes municípios do Estado fluminense, é composto por mais de 800 mil habitantes. Os principais segmentos industriais concentrados no município são o químico/petroquímico, metalúrgico/gás, plástico, mobiliário e têxtil/vestuário. No ano passado, foi registrado um PIB municipal de R$ 8,4 bilhões e uma renda per capita de R$ 11.477,26. Com a ampliação da Reduc e construções do Pólo Gás Químico e da TermoRio, foram investidos na região, também em 2004, cerca de US$ 3 bilhões.
Povoamento Como grande parte dos municípios da Baixada Fluminense, Duque de Caxias surgiu a partir de doações de sesmarias da Capitania do Rio de Janeiro. Foram Braz Cubas, provedor das Capitanias de São Vicente e Santo Amaro, em 1568, e Cristóvão Monteiro os beneficiados pela doação das terras de fundo para o Rio Meriti, que deram origem a Duque de Caxias. A ocupação teve início com a cultura da cana-de-acúcar, depois milho, feijão e arroz. Com o ciclo da mineração, a região virou ponto de passagem àqueles que se dirigiam às minas ou de lá regressavam. Sem bons caminhos de terra firme, eram os rios da região, integrados à Baía de Guanabara, que cumpriam a função de transportar essas pessoas, os minérios e os mantimentos, entre o mar e a serra.
O primeiro povoado na área surgiu em torno do Porto da Estrela, sem dúvida, o núcleo do município oficializado no século 19. O fim da mineração, o assoreamento dos rios, as moléstias e a fuga dos senhores de engenho para locais mais seguros estagnaram o crescimento da região por décadas. Com a chegada da ferrovia ao Vale do Meriti, o movimento voltou e a região começou a sofrer os reflexos da expansão urbana da então capital federal. Em 1910, as terras da Baixada eram ocupadas apenas por 800 pessoas e, em 1920, já eram quase 3 mil. Só em dezembro de 1943, porém, foi criado oficialmente o município de Duque de Caxias.
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